Pesquisa eleitoral mostra que Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula no 2º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a figurar como um adversário competitivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República em 2026. Levantamentos divulgados ao longo de abril apontam que o parlamentar já aparece numericamente à frente do petista em cenários de segundo turno, ainda que dentro da margem de erro, o que configura empate técnico na maioria dos casos.

A pré-candidatura de Flávio foi lançada em dezembro de 2025 e, desde então, os números mostram uma trajetória de crescimento consistente. Em contrapartida, Lula registra queda em índices de intenção de voto e aumento na desaprovação do governo.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 40% de Lula. Já o instituto Futura Inteligência, em levantamento publicado no dia 14, indica vantagem mais ampla do senador, com 48% frente a 42,6% do presidente — diferença além da margem de erro.

Outros institutos também mostram cenário apertado. No Datafolha, divulgado em 11 de abril, Flávio tem 46% contra 45% de Lula. Já o levantamento do Meio/Ideia, do dia 8, aponta empate técnico, com 45,8% para o senador e 45,5% para o petista.

A evolução dos números evidencia uma mudança relevante no cenário eleitoral. Em dezembro de 2025, a mesma pesquisa Quaest mostrava Lula com 46% e Flávio com 36%. Quatro meses depois, os papéis se inverteram: o petista caiu para 40%, enquanto o senador subiu para 42%.

Além do avanço do adversário, Lula enfrenta aumento na rejeição. Na rodada mais recente da Quaest, o presidente é desaprovado por 52% dos entrevistados, fator que pode influenciar diretamente no desempenho eleitoral.

Especialistas ressaltam, no entanto, que pesquisas eleitorais refletem o momento da opinião pública e não garantem o resultado nas urnas. A eleição presidencial de 2026 ainda está em fase inicial, e o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.

Os levantamentos citados possuem margens de erro entre 2 e 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 13 de abril, dependendo do instituto.

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