Após anos de angústia, a família de Luiz finalmente teve uma resposta. O corpo do homem, desaparecido desde abril de 2016, foi encontrado na última segunda-feira (16/6) dentro de um carro em uma ribanceira próxima à Cachoeira Véu da Noiva, na Rodovia Mogi-Bertioga.
No período do desaparecimento, familiares passaram semanas procurando por Luiz. Uma imagem de radar chegou a registrar o carro dele trafegando pela rodovia, mas o veículo só foi localizado agora, quase nove anos depois.
Segundo o boletim de ocorrência, o automóvel foi encontrado por uma equipe do Parque Restinga de Bertioga, durante uma fiscalização ambiental. O veículo estava acidentado e escondido pela vegetação no km 86 da Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro, a Mogi-Bertioga. No interior, havia uma ossada em avançado estado de decomposição.
A Polícia Militar Rodoviária foi acionada e confirmou, por meio da placa, que o carro era de Luiz, morador de Mogi das Cruzes, desaparecido desde 2016. A área foi isolada e a perícia foi acionada. Devido à dificuldade de acesso e à baixa visibilidade no local, o Corpo de Bombeiros só conseguiu retirar os restos mortais na terça-feira (17).
A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que o caso foi registrado na Delegacia de Bertioga como morte suspeita e localização de veículo. A Delegacia de Homicídios de Santos está à frente das investigações, e exames necroscópicos foram requisitados para confirmar a identidade da vítima. Também foi solicitada a coleta de material genético da filha e da ex-mulher de Luiz para auxiliar na identificação.
Buscas por conta própria
Em entrevista ao g1, Karina, familiar de Luiz, relatou que a família sempre acreditou que ele estivesse nas proximidades da rodovia, especialmente após a imagem de radar que mostrava o carro passando pela estrada no dia do desaparecimento. No entanto, ela lamenta a falta de apoio das autoridades.
— Acreditávamos que ele estava em algum lugar nesse trajeto, e as buscas, que deveriam ter sido feitas com urgência e estrutura, acabaram ficando por nossa conta. Não tivemos apoio da polícia. Fomos nós, familiares e amigos, que saíamos todos os dias para procurar, distribuindo e colando cartazes — desabafou.
A confirmação da identidade da ossada depende agora dos exames periciais, que ainda estão em andamento.
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