Após voltar da Espanha, condenada por homofobia em padaria de SP é presa no aeroporto

Condenada por homofobia em São Paulo e investigada por estelionato em Santa Catarina, sua prisão preventiva foi decretada

A brasileira Jaqueline Santos Ludovico, de 26 anos, que estava foragida na Espanha, foi presa nesta quarta-feira (4) ao desembarcar no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Ela havia sido condenada por homofobia em um episódio registrado em uma padaria no centro de São Paulo, em fevereiro de 2024.

A prisão foi decretada pela Justiça de São Paulo após o descumprimento de medidas cautelares que haviam permitido que Jaqueline aguardasse o julgamento em liberdade.

A reportagem tentou contato com a defesa da ré nesta quinta-feira, mas não obteve retorno.

Acusações envolvem homofobia, estelionato e atropelamento

Além da condenação por homofobia, Jaqueline também responde a um processo por estelionato em Santa Catarina.

No entanto, o que motivou diretamente a ordem de prisão foi um episódio de atropelamento seguido de fuga, ocorrido em junho de 2024. Após o incidente, ela chegou a ser presa preventivamente.

A defesa da ré argumentou que Jaqueline deveria aguardar o julgamento em liberdade por ser mãe de filhos pequenos.

A Justiça aceitou o pedido, mas impôs restrições: ela deveria se apresentar mensalmente ao fórum criminal e estava proibida de sair do estado de São Paulo por mais de oito dias sem autorização.

Descumprimento das regras e fuga do país

De acordo com documentos da Polícia Federal, Jaqueline deixou o Brasil em 9 de outubro de 2024, partindo do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com destino à Espanha.

Até o dia 5 de janeiro deste ano, não havia registro oficial de retorno.

Segundo o boletim de ocorrência, ela viajava acompanhada de seu advogado, o que foi registrado pelas autoridades.

Esse descumprimento das medidas judiciais resultou na expedição de sua prisão preventiva, sem prazo determinado.

Caso de homofobia registrado em padaria viralizou

O episódio que deu início às denúncias de homofobia ocorreu em 3 de fevereiro de 2024.

Jaqueline foi flagrada ofendendo e tentando agredir o jornalista Rafael Gonzaga e seu namorado, Adrian Grasson Filho, em uma padaria no centro de São Paulo. A agressora precisou ser contida por outras pessoas presentes no local.

“Você não é homem”, “eu sou mais macho que você” e “eu sou branca”

Essas foram algumas das ofensas proferidas por Jaqueline, registradas em vídeo e divulgadas nas redes sociais.

Relato detalha como tudo aconteceu

De acordo com o boletim de ocorrência, Rafael e Adrian haviam saído de uma festa e chegaram de carro à padaria Iracema, localizada no centro da capital paulista.

Ao tentarem estacionar, encontraram duas mulheres e um homem sobre a vaga. Após buzinar, dois deles saíram, mas Jaqueline permaneceu imóvel, de braços cruzados. O homem que estava com ela precisou retirá-la do local.

Mesmo após a intervenção, Jaqueline voltou e começou a insultar o casal, mexendo no retrovisor do carro.

Em seguida, lançou um cone do estacionamento contra eles e deu continuidade às ofensas homofóbicas dentro do estabelecimento.

Rafael Gonzaga registrou toda a situação com o celular. No vídeo, é possível ver Jaqueline sendo contida por um homem ao tentar agredir os dois.

Em meio às ofensas, ela afirmou: “Sou de família tradicional” e “fui criada com educação”

 

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