Mais de 500 educadores da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes participaram, na noite desta quinta-feira (21), da palestra “Como ser um educador antirracista”. O encontro aconteceu no Auditório do Cemforpe e reuniu professores, gestores e representantes de entidades educacionais.
A professora e doutora Bárbara Carine conduziu a atividade. Ela é referência nacional nas discussões sobre educação antirracista e relações étnico-raciais. O evento foi promovido pelo Sesc Mogi das Cruzes em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
## Educação antirracista nas escolas
A secretária de Educação, Claudia Romanos, destacou a importância do tema para a formação dos estudantes. Segundo ela, a escola tem papel essencial na construção de valores e no combate à desigualdade.
> “A escola é um espaço de construção de valores e relações sociais. Este é um tema fundamental para combater a desigualdade, promover respeito à diversidade e formar cidadãos mais conscientes”, afirmou.
Além disso, o diretor do Departamento Pedagógico, Mitch Almeida, lembrou que a rede municipal já desenvolve formações sobre educação antirracista e perspectiva decolonial.
## Ações da Secretaria de Educação
Atualmente, a Secretaria de Educação participa de ações voltadas à promoção da igualdade racial. Entre elas, estão a adesão à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
Além disso, a pasta integra o Grupo de Trabalho e Estudo (GTE) do Plano de Políticas Antirracistas. O município também oferece apoio pedagógico e didático sobre relações étnico-raciais nas escolas.
Bárbara Carine fala sobre transformação social
Durante a palestra, Bárbara Carine explicou que a transformação da sociedade depende de diferentes setores. Segundo ela, a escola ocupa papel importante nesse processo.
> “A escola por si só não tem a capacidade de transformar a sociedade, mas sem ela, muito menos, a transformação ocorrerá”, destacou.
Além da carreira acadêmica, Bárbara Carine criou a escola afro-brasileira Maria Felipa. Ela também escreveu o livro “Querido Estudante Negro”, finalista do Prêmio Jabuti.
Já a obra “Como ser um educador antirracista” venceu o Prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação.
## Exposição e trabalhos escolares
No foyer do Auditório do Cemforpe, escolas municipais apresentaram trabalhos sobre educação antirracista. Participaram as unidades Antonio Nacif Salemi, Profª Guiomar Pinheiro Franco e Profª Maria Eugênia Fochi de Araújo.
Além disso, o público conferiu a exposição “Pin-ups pretas”, da fotógrafa May Rabello. A mostra retrata mulheres negras de Mogi das Cruzes e região.
Também participaram do evento representantes da Secretaria Municipal da Mulher, do Conselho Municipal de Educação (CME) e do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).
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