Vereador diz que fraturou nariz em ato de estudantes em SP; oposição critica presença: ‘arranja briga para se fazer de coitado’
Vereador relata agressão durante protesto estudantil em São Paulo
O vereador de São Paulo Rubinho Nunes afirmou que sofreu agressões durante um protesto estudantil realizado na região da República, no centro da capital paulista, nesta segunda-feira (11). Segundo ele, um soco no rosto causou uma fratura no nariz, o que exigiu atendimento hospitalar após a confusão.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 60 estudantes das universidades estaduais participaram da manifestação em frente à Secretaria Estadual da Educação. Em seguida, o grupo caminhou até o prédio da Reitoria da Unesp, onde aconteceria uma reunião entre os reitores das universidades paulistas. No entanto, o encontro acabou cancelado antes mesmo do início do ato.
Vereador diz que foi cercado durante manifestação
Rubinho Nunes relatou que tentou conversar com os manifestantes, porém afirmou ter sido recebido com hostilidade. Além disso, o vereador declarou que sofreu agressões com socos, chutes e objetos arremessados durante o tumulto.
“Fui até o local para dialogar com os estudantes, mas fomos cercados e agredidos. Tentaram nos encurralar e houve arremesso de cones e outros objetos”, afirmou o parlamentar. Depois disso, ele procurou atendimento no Hospital São Luís Morumbi, onde os médicos confirmaram a fratura no nariz.
A manifestação terminou após o início de uma briga generalizada envolvendo participantes do ato e vereadores presentes no local. Nos últimos dias, o também vereador Adrilles Jorge vinha publicando críticas à greve dos estudantes da USP nas redes sociais.
Polícia e estudantes divergem sobre ação durante protesto
Após a confusão, Rubinho Nunes publicou um posicionamento nas redes sociais. Segundo ele, uma multidão tentou agredir integrantes de sua equipe durante a tentativa de diálogo com os estudantes.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, os agentes precisaram intervir para controlar a situação. A corporação informou que não utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo ou gás de pimenta. Por outro lado, os estudantes contestam essa versão e afirmam que houve uso de agentes químicos para dispersar o protesto.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a ocorrência envolveu uma briga generalizada e que a PM controlou a situação rapidamente. Além disso, a pasta afirmou que não havia registro oficial de feridos até o momento e que a manifestação continuou de forma pacífica após a intervenção policial.
Greve estudantil motivou manifestação
A mobilização estudantil ocorre em meio à greve de alunos da Universidade de São Paulo e de outras universidades estaduais paulistas. O principal motivo do movimento é o pedido de reajuste do auxílio permanência estudantil, pago por meio do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE).
Atualmente, estudantes que não vivem em moradias estudantis recebem R$ 885 mensais, enquanto moradores dos alojamentos recebem R$ 330. Entretanto, os alunos reivindicam aumento do benefício para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.
A Reitoria da USP informou, em comunicado divulgado no fim de abril, que não atenderia ao pedido de reajuste. Além disso, o documento encerrou as negociações relacionadas às demais reivindicações apresentadas pelos estudantes.
PM desocupa Reitoria da USP
No último domingo (10), a Polícia Militar realizou a desocupação da Reitoria da USP, ocupada desde quinta-feira (7). Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes durante a retirada dos estudantes do prédio.
Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), dezenas de alunos ficaram feridos e quatro pessoas foram detidas durante a ação policial. Além disso, o movimento estudantil responsabilizou a reitoria da universidade pela operação realizada no campus.



